terça-feira, 13 de julho de 2010

Quem é o doido que investe em Portugal com esta Justiça?!


"Há um milhão e 200 mil acções executivas (cobrança de dívidas e execução de sentenças) pendentes em Portugal e oito mil processos disciplinares parados na Câmara dos Solicitadores. Os dados foram revelados ontem na reunião do Conselho Consultivo da Justiça. A situação, considerada "muito preocupante", esteve no centro do encontro que juntou, em Lisboa, os mais altos representantes dos organismos da Justiça." fonte: Jornal Público

Todos os dias surgem notícias que me dão razão quando eu digo que o nosso atraso (a todos os níveis) tem como base dois vectores principais: JUSTIÇA e FISCALIDADE. Em relação à Justiça, ninguém, com responsabilidades políticas, leva a cabo uma única medida que inverta esta situação. No que diz respeito à Fiscalidade ainda é pior pois o que se faz é aumentar a carga fiscal para dar a estucada final à Economia.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Um pouco de bom humor... ...e não só...

O Zé Luso, depois de dormir numa almofada de algodão (Made in Egipt), começou o dia bem cedo, acordado pelo despertador (Made in Japan) às 7 da manhã.

Depois de um banho com sabonete (Made in France) e enquanto o café (importado da Colômbia) estava a fazer na máquina (Made in Chech Republic), barbeou-se com a máquina eléctrica (Made in China).

Vestiu uma camisa (Made in Sri Lanka), jeans de marca (Made in Singapure) e um relógio de bolso (Made in Swiss).

Depois de preparar as torradas de trigo (produced in USA) na sua torradeira (Made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena (Made in Spain), pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para ver quanto é que poderia gastar nesse dia e consultou a Internet no seu computador (Made in Thailand) para ver as previsões meteorológicas.

Depois de ouvir as notícias pela rádio (Made in India), ainda bebeu um sumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro Saab (Made in Sweden) e continuou à procura de emprego.

Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contactos feitos através do seu telemóvel (Made in Finland) e, após comer uma pizza (Made in Italy), o Zé Luso decidiu relaxar por uns instantes.

Calçou as suas sandálias (Made in Brazil), sentou-se num sofá (Made in Denmark), serviu-se de um copo de vinho (produced in Chile), ligou a TV (Made in Indonésia) e pôs-se a pensar porque é que não conseguia encontrar um emprego em PORTUGAL...

Talvez este e-mail devesse ser enviado a todos os consumidores portugueses (os governantes e responsáveis também consomem, não?...).

O Ministério da Economia de Espanha estimou que se cada espanhol consumir 150€ de produtos nacionais, por ano, a economia cresce acima de todas as estimativas e, ainda por cima, cria postos de trabalho.

domingo, 27 de junho de 2010

7º concurso Poliempreende


Nesta semana que hoje começa, decorrerá a ultima etapa de preparação do meu projecto (em conjunto com a minha colega de grupo) a concurso no 7º Poliempreende. O concurso Poliendreende é um concurso Nacional, no âmbito das actividades promovidas pelas instituições de Ensino Superior Politécnico, que tem como objectivo promover a criação de novos projectos inovadores de vocação empresarial. Numa altura em que o empreendedorismo e a inovação são tão falados como ferramentas fundamentais de combate à crise e atracção de investimento privado no nosso País, também eu quis dar o meu contributo para que possamos sair deste marasmo e seguir em frente rumo ao futuro. Estão desde já todos convidados a comparecer na apresentação pública dos projectos a concurso.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Falta de competitividade e também alguma falta de vergonha!


Esta semana os representantes das entidades patronais reuniram com o governo e aproveitaram para apresentar algumas propostas no sentido de promover o aumento de competitividade no nosso país. Uma delas prende-se com a flexibilização da lei laboral para que a menor rigidez na contratação e dispensa de trabalhadores promova o aumento do investimento privado, tão necessário, no actual cenário económico. Até aqui eu subscrevo na íntegra o que foi proposto. Estou, porém, em total desacordo com a segunda proposta de redução de salários e penso até, eu que sou uma pessoa de direita, que se aproxima do ridículo. Num país onde os salários já são dos mais baixos da zona euro e onde o crescimento é suportado, em grande medida, através do consumo interno, os empresários não querem assumir qualquer responsabilidade na baixa produtividade/competitividade que temos! Sim, porque eles também têm uma significativa cota de responsabilidade nesta situação. Das 350 000 pequenas e médias empresas, muitas delas não inovaram, não se modernizaram e não se qualificaram; agora não querem assumir essa inoperância. Eu vou dar um exemplo muito concreto: Há uma empresa em Portugal que desenvolveu um software de gestão e quando o apresenta a empresas estrangeiras, do norte da Europa, a primeira pergunta que estas fazem é: “Qual o valor que este produto acrescenta à minha empresa?”, em Portugal a primeira pergunta é: “Quanto custa?”. Isto diz muito da nossa cultura empresarial e portanto os nossos empresários devem assumir as suas responsabilidades. Portugal só vai mudar quando todos assumirmos os nossos “vícios culturais”, porque todos os temos, não são só os trabalhadores, somos TODOS, sem excepção…

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Os cruéis benefícios de uma crise necessária!...


Existem, no nosso mundo globalizado, alguns conceitos tão diferentes na sua definição mas tão iguais se os personificarmos. Toda a envolvência social, económica e financeira actual não é mais do que um processo clínico com uma evolução idêntica a tantos outros. A situação actual assemelha-se a um indivíduo que apanhou um resfriado e deixou andar porque não lhe apeteceu ir ao centro de saúde. Como ignorou os sintomas, o seu estado evoluiu para uma gripe. Confrontado com essa situação decidiu tratar-se e foi à Farmácia (em vez de ir ao centro de saúde) e pediu um anti-gripal porque não gosta muito de tomar medicamentos e portanto pode ser que passe só com este. De seguida a situação evoluiu para uma pneumonia e aí não houve outro remédio senão tratar-se convenientemente e teve, claro está, que se aguentar com as reacções adversas, de um tratamento muito mais agressivo, que poderiam ter sido evitadas se o tratamento tivesse sido feito no tempo certo. No final pode acontecer uma de duas coisas: ou morre ou sai revigorado pois tem plena consciência dos erros que cometeu e adoptará hábitos de vida mais saudáveis além de procurar tratamento precoce se for confrontado novamente com uma situação idêntica. A chamada “CRISE” actual não é mais do que uma situação clínica patológica em tudo idêntica à que referi. Se se conseguir a cura, virão novamente “vacas gordas” embora, com o tempo, as sanguessugas regressem para retomar vícios antigos e determinar outro período de “vacas magras”. Mas é assim o ciclo da vida… Isto se o doente não morrer entretanto…

terça-feira, 8 de junho de 2010

Exceptuando alguns senhores feudais de PS e PSD, há pessoas que sonham com uma carreira de sucesso e outras com uma carreira na Função Pública!!!


O objectivo deste artigo é única e exclusivamente mostrar às pessoas que consultam este blog, qual é, na minha opinião, a realidade actual onde vivemos e a miopia cada vez maior de quem olha para ela!
Diz-se por aí que vivemos num estado de direito democrático, mas em que pilares assenta esse estado?! A meu ver, o pilar maior de uma democracia é a Justiça, já o disse repetidas vezes, mas não é de certeza a Justiça que nós temos. E tão depressa não vamos ter outra podem ter a certeza, pois esta serve como uma luva os interesses do Governo e dos tais senhores feudais que referi. Não vale a pena perder tempo, energia e dinheiro com manifestações e greves porque não vai adiantar rigorosamente nada!
Um conselho de amigo para o cidadão comum que quer vencer na vida e ter uma carreira de sucesso: não percam tempo com a função pública! Porque aí ninguém reconhece o mérito, a excelência e o esforço, muito poucos querem saber do sucesso das instituições sem que isso seja apenas um instrumento para benefício pessoal, acrescentando o facto de que muitas delas nem sequer deviam existir, nenhum comum funcionário público vai subir na carreira nos próximos anos demonstre o que demonstrar, ninguém vai ver reconhecida a sua valorização académica nem vai ver o seu salário aumentado através do seu mérito, ninguém vai sequer ver garantido o mais elementar princípio democrático: o cumprimento da lei.
A nossa energia é limitada e portanto penso que não devemos desperdiça-la em causas perdidas! Eu sou funcionário público e o meu actual objectivo para me realizar efectivamente, em termos profissionais, é criar condições para sair da função pública o mais rápido que for possível. As minhas energias estão todas direccionadas para esse objectivo; posso até nunca conseguir atingi-lo mas não vou desistir tão cedo de tentar.
Para isso só existem dois caminhos: criar o meu próprio projecto empresarial ou ingressar numa empresa privada que reconheça efectivamente o trabalho, o empenho, o mérito, a qualificação académica e profissional, entre outros factores, o que também não é fácil encontrar neste País e, portanto, emigrar não é carta fora do baralho…

quarta-feira, 26 de maio de 2010

A ilusão do Direito à Saúde! Garantir que Futuro?


O direito de acesso aos cuidados de saúde, teoricamente universais e tendencialmente gratuitos, não é mais do que uma pura ilusão com a qual a generalidade dos cidadãos alimenta uma falsa segurança, que, mais tarde ou mais cedo, acaba por pagar caro (ou com o seu orçamento ou com a sua qualidade de vida). Quando alguém se vê confrontado com uma situação de doença, das duas uma, ou é uma situação emergente/urgente e o serviço nacional de saúde responde de uma forma que eu considero, na maioria dos casos, adequada (exceptuando o tempo de espera que se verifica algumas vezes nas situações de urgência e partindo do princípio que os médicos são qualificados, pois até isso está a ser posto em causa pela comunicação social) ou então depara-se com um estado patológico que, não sendo emergente ou urgente, é altamente incapacitante e “privador” da qualidade de vida. É este último caso que nos reporta para uma conhecida frase retirada da sabedoria popular – “pobre de quem precisa!”. Esperar meses a fio por uma consulta de especialidade, um exame ou uma cirurgia, com todas as consequências que daí advêm, é claramente, não ter direito à saúde e ponto final. E este aspecto entende-se tanto menos quanto os crescentes valores dos orçamentos para a saúde nos mostram, sendo difícil para o cidadão comum perceber onde acaba a despesa e começa o despesismo neste sector… Penso que é altura para o Estado começar a assumir as suas responsabilidades e reconhecer de uma vez por todas as respostas que pode dar e as que não pode, em matéria de saúde, para que, também de uma vez por todas, se possam encontrar soluções para este problema que tem um efeito nefasto na produtividade do País já que incide, em grande medida, na nossa população activa.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Partidos políticos imunes à crise!


Em ano de crise, o orçamento da Assembleia da República dá mais dinheiro aos deputados para transportes, estudos e assessorias técnicas.

Fonte: Correio da Manhã



E depois queixam-se que as pessoas não aceitam os sacrifícios!!! Depois de saberem para onde vai o dinheiro desses sacrifícios o Governo queria o que?! Por acaso é um belo dia para Pedro Passos Coelho apelar à não participação das pessoas na greve geral convocada pela CGTP. Enquanto este Feudalismo continuar, não adianta pedir às pessoas para entender que a demagogia e o populismo da esquerda não são solução! Confesso que até a mim me apetece participar na manifestação...

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Olhar para os bons exemplos...


A vitória de José Mourinho na Champions League levanta uma interessante reflexão: o dinheiro é essencial para a competitividade de pessoas, empresas, Estados? Não. Senão veja-se: o seu primeiro triunfo na Champions, em 2003-2004, fez-se com uma equipa sem estrelas. Paulo Ferreira, por exemplo, vinha da Liga de Honra, eufemismo para II divisão.

Quando foi para o Chelsea, "The Special One" passou a dispor dos biliões de Abramovich. Mas embora tenha dado ao clube o primeiro título em 50 anos, nunca passou das meias-finais da Champions.

Caído em desgraça no Chelsea, Mourinho transitou para o Inter, com menores recursos financeiros. Mas foi precisamente aí que voltou ao topo do futebol europeu. Mero acaso? Não. Mourinho é um potenciador de talentos, um motivador. Com ele, recursos humanos que parecem medianos tornam-se gigantes: o leitor conhecia Milito? E Maicon, o defesa goleador? Sneijder, outro pilar do grupo, fora dispensado do Real Madrid por Florentino Pérez.

Abramovich e Pérez parecem o Estado português: gastam cada vez mais recursos sem entregar ("deliver") resultados. Pérez investiu mais de 250 milhões no Real e caiu nos oitavos-de-final. Abra caiu aos pés do Inter. Mourinho faz grandes omeletes com poucos ovos. Onde outros esbanjam dinheiro, sem resultados, ele faz milagres. Com orçamentos mais magros (e sem estrelas).

Moral da história: e se os primeiros-ministros percebessem que excesso de despesa não é sinónimo de um Estado mais útil para os cidadãos? É que deitar dinheiro para cima dos problemas nunca garantiu resultados!!!


Opinião de Camilo Lourenço em "Jonal de Negocios", que eu subscrevo na integra.

terça-feira, 18 de maio de 2010

"Portugal: que Futuro?"


Excerto do livro “Portugal: que Futuro?” de Medina Carreira:

“…pensar-se sempre nas limitações estruturais da nossa economia; não esquecer que a globalização é imperativa e que, por isso, vivemos num mercado muito aberto e competitivo.
Condicionados, no mínimo, por estes factores, dir-se-á que: primeiro, o nosso significativo crescimento só é possível pela satisfação da procura externa, isto é, exportando mais; segundo, que isto depende da atracção de investimentos, nacionais e estrangeiros, adequados; e que, terceiro, a criação de condições de atractividade desses investimentos, em mercado livre, é função das reformas que o Estado português venha a realizar, criando, assim, vantagens competitivas.
Seguindo o sentido das deslocalizações que têm ocorrido é, sobretudo, no leste europeu que se encontram hoje os países mais atractivos para os investimentos.
Entre as vantagens que oferecem encontram-se, provavelmente, os níveis salariais, os graus de preparação escolar e técnica; o regime laboral; o peso, a simplicidade, a estabilidade e a atractividade dos regimes fiscais; a transparência, a rapidez e a seriedade com que são tratados os processos burocráticos; o grau e o nível da corrupção existente; a celeridade e o custo dos processos judiciais, em especial dos fiscais, dos de condenação cível, dos de execução e dos do trabalho; as tarifas da energia e das comunicações.
Eventualmente algo mais.
Compreendamos, então, o que é inevitável: sejam quais forem os requisitos exigidos pelos investidores, eles só nos procurarão se lhes oferecermos condições mais vantajosas do que as dos outros países concorrentes.
Inteiramente livres nas suas decisões, tais investidores subordinar-se-ão sempre, e como é lógico, à consideração dos seus próprios interesses.
Vociferar contra isto, como acontece com alguns «voluntaristas», é patético: na realidade só podemos «pegar» ou «largar».
Neste jogo, não somos livres.”