quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Serão mesmo comunistas, quase 20% dos Portugueses que votam?


Em Portugal assiste-se a um fenómeno que não me atrevo a adjectivar: Quase 20% dos Portugueses que votam, votam nos partidos que defendem a ideologia Comunista; ou mais Marxista ou mais Leninista ou mais Trotskista mas sempre Comunista. Esses partidos são, obviamente, a Coligação Democrática Unitária (CDU) e o Bloco de Esquerda (BE). Culpam o que chamam de capitalismo selvagem e neo-liberalismo pelos problemas das pessoas; problemas tais como o desemprego, a precariedade, a miséria, etc. Acusam poucos de ficarem com o que é de todos. Então eu pergunto: porque será que surgem frequentemente noticias que relatam histórias de pessoas que fogem de Cuba (País onde todos são iguais, não há desemprego, a saúde é universal e gratuita) para os Estados Unido da América (País capitalista, neo-liberal, desigual, com desemprego e sem um sistema de saúde publico e gratuito)? Porque será?! Porque será que ainda esta semana assisti a uma reportagem onde se relatava a fuga de Norte-Coreanos para a Coreia do Sul, através da fronteira com a China, mais concretamente para Seul, uma das cidades mais caras e capitalistas do mundo? Porque será?! Porque será que, no passado, se não fosse erguido o muro de Berlim, a parte comunista da cidade ficaria deserta? E finalmente, porque será que 20% dos Portugueses que votam ignoram tudo isto??? Pensem nisto sempre que depositarem o vosso voto…

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Justificar o Injustificável!


No frente-a-frente de ontem entre o actual Primeiro-Ministro, José Sócrates e o Presidente do CDS-PP, Paulo Portas, assistimos a algumas afirmações curiosas. José Sócrates acusou o CDS-PP de ter votado a favor das actuais Leis Penais, quando o CDS se absteve na votação final global do diploma. Quanto a mim a posição do meu partido foi errada pois devia ter votado contra. Porém essa posição foi corrigida quando o grupo parlamentar do CDS-PP fez várias propostas para melhorar essas leis penais recentemente aprovadas, como por exemplo, o julgamento rápido, em 48 horas, para delitos graves em que o delinquente fosse apanhado em flagrante delito. Em relação a todas essas propostas, José Sócrates e o PS não apoiaram nem aprovaram uma única. Sócrates acusou ainda o CDS-PP e também o PSD de quererem privatizar a Segurança Social querendo aplicar o dinheiro da mesma no mercado de capitais quando a Segurança Social tem neste momento 25% do seu capital investido nesse mesmo mercado de capitais! José Sócrates afirmou: “Mas por lei as pensões estão garantidas”. Eu gostava realmente que alguém me conseguisse explicar como é que no caso desses 25% se perderem no mercado de capitais, uma lei os consegue garantir!!!!???

terça-feira, 1 de setembro de 2009

A Saúde Socialista!

O fecho de maternidades e de Urgências nos hospitais e centros de saúde, a introdução das taxas moderadoras para internamentos e cirurgias, a falta de médico de família para milhares de portugueses, listas de espera prolongadas para cirurgias e primeiras consultas, a entrada dos privados na gestão dos hospitais e a derrapagem da despesa na área do medicamento – são vastas as críticas às reformas na Saúde nos últimos quatro anos. Mas, apesar das críticas de profissionais e utentes, e de os números comprovarem que os hospitais públicos com gestão empresarial aumentaram o prejuízo, o Governo continua a garantir que os serviços públicos "são melhores do que os privados", como disse ontem a ministra Ana Jorge.

"Correio da Manhã do dia 01/09/2009"

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Ladrões violentos com Ajuda do Estado

A viagem sozinho a Fátima corria bem até que, de noite, ‘António’ decidiu parar só para tentar comer qualquer coisa. Voltou com um hamburguer ao carro e, sentado ao volante, mal se distraiu já tinha uma pistola e facas apontadas à cabeça. Acabou sequestrado hora e meia pelos quatro homens que, enquanto roubaram o que puderam do seu multibanco, ainda o espancaram e fecharam-no dentro da mala do carro. A Polícia Judiciária já apanhou três, mas uma juíza libertou-os. E continuam a viver do Rendimento Social de Inserção. De resto, há muito que conciliam os enormes rendimentos no mundo do crime com uma vida recheada de subsídios à custa do Estado – que vai pagando sempre, apesar dos longos registos criminais por roubo, furto e tráfico de droga. Um deles até já cumpriu duas penas de prisão por vários crimes violentos.

É este o nosso País...

Noticia do Correio da manhã do dia 27/08/2009

terça-feira, 18 de agosto de 2009

O voto decisivo!


Caros amigos
Todos nós estamos, neste momento, muito próximos de encontrar uma bifurcação na estrada das nossas vidas. Nesse entroncamento encontraremos duas placas informativas; numa delas está escrito: “Apatia/Conformismo/Estagnação”, na outra aparece: “Acção/Empreendedorismo/Força”. Cabe a cada um escolher o caminho a seguir, não havendo, inevitavelmente, uma terceira opção. Vivemos portanto um tempo de desafios e eu gostava de deixar aqui dois. O primeiro consiste em todos nós enveredarmos pelo caminho da Acção, do Empreendedorismo e da Força que nos conduzirá de certeza a um Futuro melhor. O segundo é abandonarmos o seguidismo, o clientelismo, esquecer a representatividade que cada força política tem neste momento e dar força a quem realmente defende as nossas ideias e convicções nas diferentes áreas da sociedade. Faça-se ouvir e lute por aquilo em que acredita. Eu já fiz a minha escolha e nas próximas eleições (Legislativas e Autárquicas) vou votar CDS-PP.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Sinais dos Tempos


O momento que atravessamos enquanto País Soberano, num Mundo Globalizado, exige de todos nós uma reflexão profunda no que diz respeito ao nosso modelo de sociedade. Temos instaurada, desde o 25 de Abril de 1974, uma Democracia Participativa, sendo na minha opinião, cada vez menos uma democracia, pois é também, cada vez menos participativa. Os níveis de abstenção nestas Eleições Europeias, embora não divergindo do padrão que se tem verificado neste tipo de eleições, não deixa de me preocupar. Contudo, e ao contrário do que muitos pensavam, vários governos e forças politicas de Direita na Europa, como são os casos da Alemanha e da França por exemplo, além de não serem penalizados com a crise que se vive, que na minha opinião é sobretudo uma crise de confiança nas instituições, cresceram significativamente, ao contrário de Governos de Esquerda que regrediram de uma forma muito acentuada, como são os casos do Reino Unido, Espanha e Portugal. No fundo estas Eleições demonstraram, em meu entender, que as pessoas perceberam que a solução para esta crise de confiança que atravessamos passa por um vector essencial que as políticas de Esquerda não só não garantem como agravam todos os dias: A Justiça. A justiça é o vector fundamental porque se aplica a todas as áreas da sociedade. O que Portugal precisa é de uma Justiça mais célere e eficaz; leis civis e penais que se ajustem às necessidades das pessoas e que se executem em tempo útil, tanto no garante da sua liberdade e exercício de cidadania como no garante da sua integridade física, (como todos sabemos, a criminalidade tem disparado); de Justiça Social pois há pessoas que trabalharam uma vida inteira e recebem pensões de miséria; de Justiça no Sistema bancário pois a incompetente supervisão desse mesmo sistema culminou com várias fraudes, negligências e irregularidades por todo o mundo e no caso Português culminou com um gasto de uma grossa fatia dos nossos impostos com a nacionalização do BPN, sendo que, ninguém é responsabilizado; de Justiça económica pois os níveis de execução do QREN até ao momento estão muito abaixo do desejável, os apoios e incentivos que chegam efectivamente às pequenas e médias empresas, que são o suporte do emprego, são residuais; de Justiça na agricultura, pois assistimos a uma total estagnação ministerial, que já nos permitiu perder elevadas verbas em fundos comunitários de apoio ao sector relegando-o para uma situação alarmante; de justiça no emprego e na igualdade de oportunidades, onde se reconheça o mérito e a excelência. Ao mesmo tempo que tudo isto acontece, assistimos ao anúncio de obras públicas megalómanas que irão sugar os recursos que temos e que não temos. Em meu entender, todo isto só se pode mudar através da participação de todos. Nos próximos actos eleitorais o voto no CDS-PP é o instrumento fundamental que permitirá a todos contribuir para alterar este estado de coisas. Vota CDS-PP

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Cultura financeira... ou falta dela!!!


Devido a uma cultura financeira conservadora e retrógrada como a que se verifica em países como Portugal, Espanha, Itália ou Grécia por exemplo, a esmagadora maioria das pessoas que neles vivem, encontram-se em situações completamente desastrosas no que diz respeito a finanças. Ou se endividam até à ponta dos cabelos (quem os tem!!!), perdem fortunas em juros e andam sempre com o credo na boca, pois a possibilidade de ficarem sem emprego significa a possibilidade de irem dormir para debaixo da ponte visto que, enquanto trabalham, esgotam a totalidade dos rendimentos mensais (tanto faz serem rendimentos mensais de 500 euros como 2000, por exemplo e portanto o problema não é se o salário é baixo ou alto) ou fazem poupanças em produtos de “baixo risco” onde por exemplo recebem um juro anual de 2% quando a inflação atinge os 3% e portanto perdem 1% do seu poder de compra (já nem vou falar das comissões de resgate cobradas pelos bancos) e ainda com um enorme sorriso nos lábios! Como a ignorância de uns é sempre aproveitada pela astúcia de outros, os bancos nestes países são verdadeiras máquinas de ganhar dinheiro. A ilusão da “propriedade”, por exemplo, é tão grande que em 100 pessoas é difícil encontrar uma que, no que diz respeito à habitação, opte pelo arrendamento por opção. Uma grande percentagem (como é o meu caso) compra casa e chama estúpido a quem arrenda (a parte de chamar estúpido no meu caso já não se aplica). Vejamos então por exemplo o meu caso: comprei casa e deitei logo 5000 euros à rua em impostos! Se arrendasse um apartamento no mesmo prédio onde moro pagaria 350 euros mensais, ou seja, os 5000 euros que atirei para o caixote do lixo dar-me-iam para pagar 14,29 meses de renda. Depois pagava uma prestação de 450 euros (porque entrei com capital inicial, caso contrário seria ainda mais) sendo 90 de amortização e 360 de juros, ou seja, só de juros pagava mais que pagaria de renda, portando estava a perder 10 euros por mês pois só estava a investir 90 euros no que vou possuir! Escusado será dizer que os 10 euros de prejuízo mensal podem ser agravados devido às constantes flutuações da euribor… Quando passarem os anos de isenção, vou pagar fortunas anuais de Imposto Municipal de Imóveis (IMI); um dia se quiser vender a casa vou ver-me grego e ainda ter que pagar uma fortuna de comissão a uma imobiliária; se tiver sorte e fizer um “bom negócio” vendendo-a por um valor mais alto que a aquisição ainda vai vir o estado e chular mais uma fortuna em mais valias!!!! Mais valia era eu estar quietinho!!! Resumindo, se passarem por exemplo 15 anos e eu vender a casa, fico com menos dinheiro no bolso que se usufruísse dela o mesmo tempo pagando uma renda. Realmente comprar casa a crédito é o melhor negócio do mundo!!! Investir em produtos de baixo risco para lá caminha; estoirar o dinheiro em vez de o investir para depois ir pedir esmola, em caso de desemprego e fim de protecção social é também uma opção muito coerente!!!... (de créditos ao consumo e cartões de crédito escuso-me de fazer comentários!!!) Se calhar com este discurso muita gente me dirá: então mas em alternativa só investir em produtos de alto risco e portanto poder ganhar mas também poder perder fortunas! A isso eu responderei que em tudo na vida se pode encontrar um ponto de equilíbrio (que a maioria das pessoas não encontra) e para isso é apenas necessário ter meia dúzia de qualidades: estar permanentemente informado, ser diferente, inovador e ter consciência de onde se está e onde se quer chegar…

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Parabéns, Futebol Clube do Porto!


Mais uma época desportiva próxima do seu término e mais uma época de glória para o Futebol Clube do Porto, tanto a nível nacional (com a conquista do Campeonato Nacional, o alcançar das meias-finais da Taça da Liga com os jogadores menos utilizados nas restantes provas e com a chegada à final da Taça de Portugal) como a nível internacional, com a presença na elite dos 8 melhores clubes da Europa sendo a sua eliminação da prova (Liga dos Campeões) da forma que todos viram. Qual será o segredo do sucesso???
Na minha opinião este clube deveria ser alvo de um estudo de caso. Uma empresa (porque hoje os clubes são empresas) num País com as condições económico-financeiras particularmente difíceis como é o caso de Portugal, dos três clubes chamados grandes, aquele que parece ter menos adeptos e simpatizantes, conseguir manter há 20 anos um inquestionável sucesso desportivo a todos os níveis, com a conquista de muitos e muitos títulos nacionais e internacionais em quase todas as modalidades integradas na instituição desportiva, deve ser alvo de reflexão.
Considero portanto pertinente analisar alguns dados que poderão ser úteis em muitas outras instituições, desportivas ou não. No futebol em particular, uma boa política de formação aliada à prospecção e recrutamento de novos valores com enorme potencial de progressão, permitiu ao clube realizar, em vendas de jogadores, desde 2004, nada mais nada menos que 250 Milhões de Euros, conseguindo sempre manter uma equipa equilibrada, valiosa e ganhadora. Por outro lado não se conhecem publicamente atrasos no pagamento de salários aos seus colaboradores, nem tão pouco dívidas ao fisco. Por vezes surgem notícias anunciando um passivo do clube bastante elevado mas não podemos olhar para um passivo de forma simplista e redutora pois um passivo nunca é demasiado elevado se uma instituição ou pessoa singular possuir activos que o suportem.
Em relação aos factores não económicos, penso que deveria ser objecto de análise a gestão de recursos humanos existente no clube tendo em conta os factores motivacionais de realização pessoal e profissional e o sentimento de pertença e gratidão que muitos profissionais que passam por aquela casa expressam… Curiosamente durante a redacção deste comentário descobri que um estudo deste tipo já foi feito…

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Realçar o que se faz bem, mas lembrando o que por vezes se esquece…


Quero desde já congratular-me com dois projectos agora anunciados para a Guarda, nomeadamente o Programa Estratégico de Regeneração Urbana e a Remodelação e Ampliação do Hospital Sousa Martins, prestando homenagem a todos os intervenientes que os conseguiram levar a bom porto. Em relação ao primeiro, orçado em mais de 9 milhões de euros, sendo, até 6 milhões, comparticipados pelo FEDER e que prevê 18 projectos a serem realizados no centro histórico da Guarda e nos Bairros da Luz, Nossa Senhora dos Remédios e Bonfim, em que, segundo os responsáveis, todas estas intervenções têm como objectivo primordial fomentar uma maior coesão e competitividade da cidade, começando desde logo por serem projectos geradores de emprego; gostava de referir que, em meu entender, algumas destas intervenções há muito que são inevitáveis e urgentes quaisquer que fossem as circunstâncias de conjuntura económica, pois todos nós, cidadãos da Guarda, observamos há algum tempo que vários edifícios no centro histórico estão em estado tal de degradação que a breve prazo poderiam ruir pondo em risco a vida das pessoas que por ali passam. Penso portanto que estas medidas pecam por tardias mas antes tarde que nunca e por isso ainda bem que foram anunciadas. Em relação ao facto destas intervenções serem geradoras de emprego, elas são sobretudo geradoras de emprego de curto prazo, e portanto seria fundamental que surgissem também notícias que anunciassem a criação de emprego de médio e longo prazo, nomeadamente na área industrial. Como é do conhecimento público, foram feitas as primeiras escrituras para a instalação das primeiras empresas na PLIE; importa porém questionar quantos postos de trabalho elas vão criar e em que condições. Muito importante seria também que surgissem notícias a anunciar a disponibilidade de outras verbas para que a Câmara Municipal cumpra em tempo útil e aceitável os compromissos estabelecidos com diversas instituições e colectividades, evitando assim outras notícias, como por exemplo as declarações do Presidente do “Grupo Desportivo e Recreativo das Lameirinhas”, instituição que distribui 150 refeições diárias a pessoas carenciadas, entre muitas outras actividades sociais, que afirmou ter que fazer uma “ginástica financeira” considerável para manter a instituição em funcionamento pois o Município não paga a tempo e horas os compromissos firmados com a mesma. Em relação à Ampliação e Remodelação do Hospital Sousa Martins, orçado no global em 70 milhões de euros, é de salutar o início da concretização de uma promessa feita em 2001, pois as actuais instalações da instituição não se encontram em condições de oferecer o serviço de qualidade e excelência que se pretende, quer aos profissionais, quer aos utentes. O meu desejo é que, aliado a estrutura física de excelência que vai nascer, se fomente um espírito de pertença, empenho e dedicação de todos, para que assim a motivação dos profissionais e dos utentes atinja níveis que transformem esta nova “fracção” da actual Unidade Local de Saúde num exemplo a nível nacional.

Cortes no fornecimento de água


Já não basta a violação da lei que se verifica com a manutenção de taxas de disponibilidade de serviço, alguns malabarismos, tais como a não cobrança de consumo em alguns meses, para depois o preço por metro cúbico ser superior, os cidadãos da Guarda ainda têm que se deparar com sucessivos cortes no fornecimento como o que está a acontecer neste preciso momento...